Único país no mundo a ter disputado todas as Copas do Mundo, detentor de cinco títulos mundiais (dois a mais do que Alemanha e Itália) e primeiro colocado nas Eliminatórias Sul-Americanas. Só isso, a tradição, já bastaria para colocar o Brasil como um dos principais candidatos à conquista do hexacampeonato na Copa de 2006. Mas a Seleção tem bem mais: conta com uma geração de jogadores excepcionais, que os brasileiros não viam desde 1982. O “quarteto mágico”, formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano (ou mesmo Robinho) é o principal motivo da esperança que os brasileiros têm hoje de ver não apenas o título, mas um grande futebol na Alemanha. Afinal, Kaká e Adriano são duas das maiores estrelas dos poderosos Milan e Internazionale; Ronaldinho Gaúcho ganhou, nos dois últimos anos, o título de melhor jogador do mundo da Fifa; Ronaldo, por sua história em Copas, dispensa apresentações. Com um ataque com esse poder de fogo, é plenamente compreensível que nem mesmo a fase titubeante dos defensores brasileiros — incluindo os nomes do goleiro ao lateral-esquerdo — não preocupe, de forma geral, os torcedores.