Ser mãe 
Ser mãe é ser humana
É ser gente, é ser bicho
É viver sem chegar, sem partir
Ser mãe é reconhecer o mundo
Através do amor profundo
É sonhar, é sorrir, é chorar
Ser mãe é descobrir a cada dia
Que a vida recomeça
É enxergar com o coração
É música, é dança, é bonança
Ser mãe é não ter sono, nem cansaço
Plantar, adubar e colher
Ser mãe é cantar a felicidade
É ser poeta e também profeta
Ser mãe é falar o necessário
É calar, é olhar, é entender
Ser mãe é abraçar
É acarinhar, é ninar
É ter a sabedoria dos deuses
A paciência do tempo
É não ter contratempo
Ser mãe é ser anjo
É loucura, é aventura permanente
Ser mãe é viver cercada de amor
É o início, é o meio e jamais o fim
Ser mãe é ser assim...
Yaisla

A Janela
Dois homens, ambos gravemente doentes,
estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora,
todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres
e famílias, das suas casas, dos seus empregos,
onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto
da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao
seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia
ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera
desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado
e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado
de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago.
Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças
brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre
as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e
enormes acariciavam a paisagem e uma
tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia
isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro
lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um
desfile que ia a passar.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda,
ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente,
enquanto o outro senhor a retratava através de palavras
bastante descritivas. Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água
para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem
perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital
para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado,
o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto
da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado,
a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores,
o homem ergueu-se, apoiado no
cotovelo, para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado
de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com
que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse
descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
"Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".
Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes,
apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade,
quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens
que o dinheiro não pode comprar.
"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."
(autoria desconhecida)